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Surpreendido com a polêmica decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA) de anular as votações do impeachment na Casa, o ex-ministro afirmou ainda que o Brasil deve estar sendo visto como motivo de "chacota" no exterior. "Sabe o que o mundo inteiro deve estar pensando sobre nós? 'A laughing stock' (motivo de chacotas, na tradução livre), muitos devem estar achando ".
Na semana passada, o Supremo afastou o então presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em uma decisão inédita e que também causou grande repercussão.
Com a saída do peemedebista, Maranhão assumiu interinamente a Casa e, em menos de três dias no cargo tomou uma polêmica decisão na já acalorada crise política brasileira. Até então, a expectativa era de que o Senado votasse em plenário o parecer pela continuidade do processo de impeachment nesta quarta-feira, 11, com o afastamento de Dilma e a consequente posse do vice Michel Temer (PMDB) na Presidência da República.
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Renan virá ao Senado para anunciar sua decisão, em plenário, a partir das 16h. A decisão de Maranhão foi classificada de "patetada e esdrúxula" pelos senador Jucá. Presidente do PMDB, Jucá não quis informar a decisão de Renan, mas defendeu que o Senado mantenha o processo de impeachment, alegando que ele é "correto juridicamente e equilibrado politicamente".
- O presidente Renan virá dizer sua posição. Mas eu defendo que o processo continue. Foi uma decisão esdrúxula. Não é por causa de uma patetada e uma decisão esdrúxula que vamos mudar o nosso rito. Foram três patetas, vamos saber quem são até o final do dia quem são - disse Jucá.
O Senado Federal abriu sua sessão desta segunda-feira sem nenhuma decisão tomada sobre o andamento do processo de impeachment.


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